Não dirijo cenas nem peço poses. Chego com discrição, conheço a rotina das maternidades e respeito o espaço da equipe e da família. Seja qual for o caminho desse nascimento, eu registro o que realmente importa.
Pode ser o suor e a força de horas de trabalho de parto, as mãos que seguram, o corpo que se entrega. Pode ser a espera antes da cesárea: o quarto em silêncio, a mão na barriga pela última vez, quem acompanha vestindo a roupa do centro cirúrgico. E então o campo, a mão apertada do outro lado, o primeiro choro atrás do pano e o instante em que o bebê encosta no rosto da mãe pela primeira vez.
São 20 anos de fotografia, mais de 100 prêmios internacionais e fotos expostas em Milão e Paris. Mas o que me move continua o mesmo: contar a história da sua família com verdade.